quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A gravidade da Terra


O nosso nosso planeta está em constante modança, e todos os dias são detectadas novas descobertas, novas tecnologias, e actulizações das descobertas já existeintes.
Como tal, e para aumenta ainda mais o nosso conhecimentos, dissidimos dar a conhecer alguns dados sobre a gravidade da Terra, que tende a alterar-se.


No modelo de geóide da Terra, os altos e baixos reflectem difernças na massa que provocam anomalias de gravidade


Vista do espaço, a Terra parece um berlinde azul no vazio. Mas para os cientistas que estudam as ligações entre a gravidade, a geologia e o clima, assemelham-se mais a uma batata cheia de buracos (em cima). Este modelo colorido, conhecido como geóide, mostra qual seria o aspecto da Terra se fosse remodelada de modo a reflectir as anomalias de gravidade causadas pelas variações de densidade no interior do planeta. Criado pela Agência Espacial Europeia, é o geóide mais recente.

As estruturas geológicas que se estendem até ao manto afectam consideravelmente a atracção gravitacional da Terra. Regiões menos densas sofrem menos gravidade; o ponto mais baixo do geóide, por exemplo, é o oceano Índico, onde a antiga colisão entre as placas tectónicas da Índia e da Eurásia pode ter gerado rochas menos densas.

É igualmente possível estudar alterações no geóide ao longo do tempo para ver como o clima está a afectar a superfície da Terra. Dados de satélite recentemente recolhidos pela NASA mostram a diminuição da atracção gravitacional do manto de gelo polar, á medida que o aquecimento global transforma o gelo em água. «É difícil pesara calota glaciária com uma balança de casa de banho», mas os geóides podem ajudar a fazê-lo afirma Michael Watkins, da NASA. – Victoria Jaggard

Notícia da Revista National Geography (Janeiro de 2012)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Furando até ao manto

Nas profundezas da Terra, existe uma rocha verde lustrosa que detém a chave para mistérios sobre as origens no nosso planeta. Faz parte de uma camada ( o manto) que compõe 84% do volume da Terra.
Modificados pelo calor e pela pressão, pedaços da rocha são cuspidos por vulcões e valorizados na sua forma polida como a pedra semipreciosa chamada peridoto. No entanto, nunca ninguém viu peridotite acabada de sair do manto. Agora, uma equipa pretende perfurar a crosta terrestre para recuperar a primeira amostra.
Os cientistas estão a sondar locais da Costa Rica, Baixa Califórnia e Hawai em busca do melhor sítio para perfurar. Nestes pontos, os sedimentos são finos e o manto é suficientemente fresco para furar. A operação será viável com o apoio do navio japonês Chikyu, que pode conter dez quilómetros de cabos de sondagem. Estão a ser aperfeiçoadas brocas com dentes de carboneto de tungsténio para furar rochas ultraduras que estragaram equipamento em tentativas anteriores. O início da operação está previsto para antes do final da década. – Juli Berwarld

Notícia da National Geographic (revista de Janeiro de 2012)

Datação das rochas

      
No âmbito da diciplina de geologia, estudamos que os isotopos dão em certas ocasiões e com os devidos requesitos, podemos datar rochas. E como tal, decidimos dar um exemplo desse facto.


Na última década foram feitas descobertas muito importantes na datação das rochas mais antigas do planeta Terra. Com base em análises isotópicas de cristais de zircão, foi possível descobrir rochas na Gronelândia com aproximadamente 4000 M.a. A análise de grãos de zircão detríticos (resultantes da erosão de rochas preexistentes) permitiu mesmo encontrar na Austrália l vestígios de rochas com 4300 M.a. No entanto, estas descobertas são raras, pois representam rochas que se formaram nos primeiros estádios de desenvolvimento do nosso planeta, cuja idade ronda os 4567 M.a. Ao longo do tempo geológico, as rochas sofrem modificações profundas enquadradas no ciclo das rochas, o que dificulta a sua preservação e datação. Os geólogos continuam a procurar identificar rochas mais antigas e assim compreender melhor as condições ambientais existentes nos primórdios do planeta Terra. Recentemente, foram descobertos xistos verdes ainda mais antigos na Baía de Hudson (Canadá). A datação isotópica com base no Sm-146 (Samário) e Nd-142 (Neodímio), que possui uma semivida de 103 M.a, indicou que possuem 4280 M.a. Estes xistos são 300 M.a. mais antigos do que as rochas encontradas na Gronelândia, e estão num complexo de rochas metassedimentares e vulcânicas, cujos cristais de zircão possuem 3750 M.a. (com base no Ur-Pb). Os cientistas levantam a hipótese de estarem a medir a idade do material que originou os xistos verdes por metamorfismo, e não a idade de formação dos xistos verdes, que consideram que será semelhante à do complexo em que se insere. Se estas medições estiverem precisas indicam que a crusta estaria a formar-se há mais tempo do que os geólogos consideravam. No entanto, estas medições são complexas, pois dependem da determinação das quantidades de diferentes isótopos, presentes em concentrações muito reduzidas nas rochas. Esta descoberta é muito importante pois implica uma reavaliação das concepções acerca da diferenciação do manto e da crusta. Ainda existem muitos pontos por esclarecer e os geólogos terão que caracterizar melhor estes xistos verdes, para se compreender os fenómenos que estiveram envolvidos na sua formação.


 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O vulcão de Santorini

Santorini é um pequeno e circular arquipélago vulcânico localizado no extremo sul do grupo de ilhas gregas denominadas de Cíclades, no Mar Egeu. O arquipélago faz parte do arco vulcânico Helênico localizado em torno de 120 km ao norte de Creta e 200 km a sudeste da cidade de Atenas.
Segundo o site Santorini Decade Volcano, Santorini consiste atualmente de um grupo de ilhas, na qual a mais importante é Thera. Estas ilhas são compostas quase que totalmente por rochas vulcânicas formadas a partir de centenas de erupções durante os últimos dois milhões de anos, algumas delas sendo eventos formadores de caldeiras.
O vulcanismo na área de Santorini começou por volta de 2 milhões de anos atrás com a extrusão de lavas de composição dacítica a partir dos condutos na área da atual península Akrotiri e continuou a produzir diferentes tipos de lavas e fragmentos piroclásticos. Entretanto, o mais característico tipo de atividade nos últimos 200.000 anos tem sido a construção cíclica de vulcões do tipo escudo interrompidos por grandes eventos explosivos e destrutivos como a erupção denominada de Minóica.
A erupção Minóica aconteceu por volta de 1645 antes de Cristo no final da Idade do Bronze. Ela foi uma das maiores erupções Plinianas dos últimos tempos, onde foram expelidos entre 30-40 km3 de magma de composição riodacítica e o Índice de Explosividade Vulcânico estimado é de 6. A erupção foi seguida pelo colapso de câmara magmática que alargou a caldeira existente. A altura da coluna de erupção pliniana é estimada entre 35-40 km e dispersou tefra através da porção leste do Mar Mediterrâneo e deve ter levado a um impacto climático de escala global.
Seus depósitos sobre a ilha de Santorini consistem de até 50 metros de espessas camadas de púmice e cinzas esbranquiçadas, produtos de queda piroclásticas da coluna, fluxos piroclásticos de grandes dimensões (ignimbritos), surges, fluxos de lamas e escorregamentos. A erupção destruiu uma ilha habitada e culturalmente altamente desenvolvida que talvez tenha dado origem a lenda da Atlântida. Escavações desde 1969 próximo a Akrotiri trouxeram à luz uma importante cidade Cicládica, famosa por suas bem preservadas e magníficas pinturas e afrescos de parede.

É impressionante como uma erupção vulcânica pode ser tão destrutiva ao ponto de formar várias camadas de afloramentos e também destruir civilizações inteiras.  










quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Realização de uma fita cronostratigráfica


Uma fita cronostratigráfica tem como função revelar e dar a entender todos os acontecimentos do passado até aos dias decorrentes tal como um "mapa do tempo". Esta fita, elaborada em 5 metros de papel, está dividida em Eras, Períodos, Épocas, que foram diferenciadas por cores e cada milímetro nesta corresponde a um milhão de anos.

Foram identificados também os principais acontecimentos que levam ao início ou fim de uma nova Era, das quais marcados por extinções, aparecimento de novas espécies, épocas glaciares entre outras.

Foi um trabalho interessante do nosso ponto de vista pois introduziu-nos melhor a perspectiva de tudo o que decorrera no passado ajudando-nos assim a situar melhor no tempo de acordo com a idade do nosso planeta.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A viagem perdida de Darwin

Através da visualização do filme « A viagem perdida de Darwin» descobrimos, que através da viagem onde viria a descobrira a sua extraordinária teoria sobre as espécies, também ele descobriria factos importantes sobre a origem da Terra.
Tudo começou quando Darwin explorou as margens do Rio da Prada, há procura de fósseis, porque lá encontrou o tipo de solos propícios para encontrar fósseis ( camadas de rochas sedimentares). Darwin recorreu em grande parte as costas do Uruguai, foi nesses penhascos que ele encontrou fósseis gigantescos «relíquias de uma era esquecida». Foi então que ele descobriu que espécies já extintas como o gliptodonte (fósseis encontrado por ele) mas que têm todos primos que ainda hoje existem, neste caso o armadilho, entre outros exemplos descobertos na altura. « Não há qualquer facto na história do mundo», escreveu Darwin « que seja tão surpreendente como a exterminação ampla e repetida dos seus habitantes», também descobre que tantos as espécies já extintas como os primos se situam num mesmo local, para ele « Esta maravilhosa relação no mesmo continente, entre os mortos e os vivos, lançará mais luz sobre o aparecimento dos seres orgânicos na nossa terra e o seu desaparecimento dela,  do que qual quer outro grupo de factos.».
     Outro facto também interessante que ele descobriu foi quando ele viajou para Norte e subiu aos altos desfiladeiros dos Andes a mais de 3000 metros, perto da fronteira ente o Chile e a Argentina, onde descobre uma história nos rochedos sobre a própria Terra . Darwin chega a uma zona designada pela zona  rica de fósseis de Darwin, por ser nesse local que ele encontrou fósseis por toda a parte, como uma típica ostra antiga, que viveram há 150 milhões de anos, na era jurássica. Ele ficou surpreendido por estes serem moluscos que vivem em águas pouco profundas e que agora se encontram à 150 Km para o interior do país e a quase 3000 acima do nível médio do mar. Darwin descobre que camada após camada, as rochas estão repletas de fósseis e também sabe que estas deveriam ter estado de baixo de água, mas no entanto estavam no cima das montanhas. Naquela altura as pessoas viam o mundo como o produto de catástrofes subnaturais como o dilúvio de Noé, mas segundo Charles Lyell as partes da Terra podem se ter formado de forma gradual através de processos normais como: o vulcanismo, a sedimentação e a erosão, processos que ainda hoje ocorrem. Segundo Lyell se estas forças tivessem actuado durante um período longo de tempo, então poderiam explicar o aspecto actual do Planeta. O impacto que este modo de pensar teve em Darwin foi enorme.
O que lhe permitiu saber o que teria acontecido ás cordilheiras, foi um terramoto que teria acontecido durante a sua viagem, que provocou uma subida das camadas, o que segundo ele ocorreu também nas cordilheiras. Darwin imagina que os depósitos se devem ter formado na Terra ao longo de grandes períodos de tempo, depois enormes forças como os terramotos impeliram as camadas para milhares de metros acima do sítio onde foram formadas, o que permite concluir que a visão geológica de Darwin era extraordinária
.

Textos feito a partir da visualização do filme

Leopardo em Porto de Mós

Estamos no período de há 40.000 a talvez 20.000 anos antes do presente. Toda a Europa começa a estar sob um manto de gelo. Toda? Não. Uma península a oeste resiste ao frio e torna-se um reservátorio de espécies da savana já extintas no resto do continente.
Réplica do arraque dos livros de Astérix, este sumário descreve o contexto dos últimos achados paleontológicos em Portugal e Espanha de restos ósseos de hienas, elefantes-antigos e leopardos em estratos correspondentes à datação de 40 a 20 mil antes do presente. O algar da Manga Larga, em Porto de Mós, foi o palco da ultima descoberta. João Luis Cardoso, da Universidade Aberta, e Frederico, da Associação de Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente, identificaram e descreveram nesta cavidade o crâneo de um leopardo adulto. «Trata-se de mais um indícios de que, nesta península, continuou a existir um clima propício à sobrevivencia de espécies que desapareceram para lá dos Pirenéus com a chegada do frio», diz João L.Cardoso. Por impossibilidade de obter colagénio, o crânio não foi datado directamente, mas sim por comparação com a cronologia de outros restos conheciemento.

Notícia da Nacional Geographic (Novembro 2011)



Fotografia: Luis Quinta. Cortesia: Museu Geológico do Lneg


Achamos interessante dar a conhecer esta notícia, pois podemos concluir que ao longo do tempo, por processos lentos e graduais, ocorreram modificações drásticas no nosso Planeta. Neste caso específico, diz-nos que no passado a temperatura foi propícia para a existência de espécies, como o leopardo encontrado, o que seria impossível nos nossos dias devido as temperaturas mais baixas.


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